sábado, 13 de agosto de 2011

A resposta para o sono sumido

Não seria uma madrugada tranquila.

Você desligou e a última coisa que eu me lembro de ter pensado logo após ouvir o seu "Estou com sono", foi que eu sentia a sua falta, mas você tinha que dormir.

As coisas andam fora de lugar na minha cabeça, então não sei se foi a primeira vez que me senti assim. Fechei os olhos, eu queria dormir, fiquei de lado, de bruços, meu corpo não queria estar ali e eu sinceramente em mente não estava. Queria estar perto, mas se perto é querer demais, eu gostaria apenas da honra de ouvi-la, assim como um casal antigo em que a moça concede a dança.

Tentei segurá-la, mas ultimamente ando desistindo de lhe por amarras, se quiser ficar, que fique por que quer e não por que lhe peço. Então quando minha vontade era puxá-la e dizer para ficar, e pedir para me deixar ouvir a sua voz por mais alguns segundos, eu disse "Boa noite".

Não, não desisti de tê-la, no entanto na noite que passou gostaria que o puxão fosse pela cintura, pelo fio que faz laço no teu vestido, que a tua pele ficasse próxima das minhas vias e o teu cheiro fosse entrando como um explorador em mim e que aos poucos tudo meu fosse teu. Então já eram quase 03:00 em meu relógio, e a sua foto fazia uma temporária luz em meu quarto, seu sono aquele horário provavelmente profundo e os meus olhos que através da conexão que não se explica, ia contornando cada pedaço de ti e dos teus sonhos.

Custou muito, mas consegui dormir e de leve meus olhos se fecharam, meu sono leve começaria, meus sonhos bobos teriam início, e um sorriso se fazia em meu rosto, não tenho motivos para te ter em mim, mas nunca me foi dada razão alguma para não ter. Então eu amo, amo até em sonhos, mesmo que minha preferência seja te ouvir ao invés de dormir...

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