quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Do soneto fez-se prosa, poesia.

E quando eu amar de verdade alguém dar-lhe-ei um relicário

Era nosso aniversário, se eu bem lembro

Recordo cada detalhe daquele pingente

Dentro do presente havia um tesouro

Sendo que estes não eram nem prata, nem ouro

Quando amar alguém irei amar para sempre

Ser aquelas expressões tolas que tomam conta da gente

Deixar me tomar por qualquer canção sendo de Caetano ou Chico

Serei uma contradição ao dizer-lhe o que não digo

Deixo de supor e começo a dizer

Dizer-lhe de meu amor e do quanto é difícil viver

Dos teus olhos falta a cor e no meu o mel não mais grita

Ficou abafado o brilho desde a ultima partida

Criei um gostoso apego pelo 05 de janeiro

Apreço esse que jamais deixarei de ter

Da pele e do gosto que a memória foi capaz de reter

E tantos cinco já passaram, dezenove até aqui

E muito além destes cincos ela estará em mim

O pulsar dos corações em um único solfejo

Fazendo belas canções de um mudo realejo

Quero te render como o mata borrão faz com a tinta

Quero amar-te sempre, coroar-te rainha...


... e dizer-lhe seja minha, apenas com um olhar.





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