E quando eu amar de verdade alguém dar-lhe-ei um relicário
Era nosso aniversário, se eu bem lembro
Recordo cada detalhe daquele pingente
Dentro do presente havia um tesouro
Sendo que estes não eram nem prata, nem ouro
Quando amar alguém irei amar para sempre
Ser aquelas expressões tolas que tomam conta da gente
Deixar me tomar por qualquer canção sendo de Caetano ou Chico
Serei uma contradição ao dizer-lhe o que não digo
Deixo de supor e começo a dizer
Dizer-lhe de meu amor e do quanto é difícil viver
Dos teus olhos falta a cor e no meu o mel não mais grita
Ficou abafado o brilho desde a ultima partida
Criei um gostoso apego pelo 05 de janeiro
Apreço esse que jamais deixarei de ter
Da pele e do gosto que a memória foi capaz de reter
E tantos cinco já passaram, dezenove até aqui
E muito além destes cincos ela estará em mim
O pulsar dos corações em um único solfejo
Fazendo belas canções de um mudo realejo
Quero te render como o mata borrão faz com a tinta
Quero amar-te sempre, coroar-te rainha...
... e dizer-lhe seja minha, apenas com um olhar.
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